Artigo

Igreja do Nazareno Logoa Nova

COMO DESEJO SER LEMBRADO POR MEU FILHO

Não resta dúvida que o pai é uma figura muitíssimo importante. Quando se pronuncia a palavra “pai”, não há como não pensar no nosso pai.

Esta semana, conversando na secretaria da igreja sobre pai, me lembrei de uma coisa interessante da minha infância. Meu pai era bastante severo na disciplina dos filhos. Eu, por exemplo, fui disciplinado por meu pai muitas vezes. 

A disciplina envolvia umas “cintadas” no traseiro. Eu, sabendo antecipadamente que ia apanhar de cinto, colocava um calção de tecido mais grosso, cheguei até colocar mais de um, para dar um “reforço”;  assim, amenizava a dor. Os que ouviram isso riram bastante. Eu disse que ia contar isso na mensagem, mas resolvi compartilhar aqui, nesta pastoral. 

Confesso que, por alguns anos da minha adolescência e parte da juventude, a forma de disciplina usada por meu pai me trouxe dor emocional; Uma lágrima ficava presa em minha garganta quando lembrava que, em algumas ocasiões, fui disciplinado injustamente, em outras eu fui castigado além do que merecia. Mas eu cresci, tornei-me um adulto. 

Em um momento muito especial da minha vida eu descobri que precisava perdoar meu pai pelas suas falhas. Perdoar meu pai foi uma das experiências mais lindas da minha vida. Deus me ajudou. 

Eu já estava no seminário, me preparando para o ministério, quando Deus me mostrou que precisava perdoar meu pai. 

Numa tarde, conversando sobre minhas lembranças com o reitor do seminário, ele simplesmente me disse: “Vamos orar sobre isso”. 

Ao orarmos, Deus visitou meu coração de uma forma especial. Quando saí do gabinete do reitor, me sentia livre de qualquer peso em relação ao meu pai. Meu pai não está mais aqui. Deus o levou. Hoje eu trago-o na lembrança de uma forma muito especial. Quase não há um dia em que me lembro, em oração, do meu querido pai. Agradeço a Deus pela sua vida. Ele foi exemplo de um homem caráter. Ele foi um exemplo de fidelidade a Deus. Ele foi um exemplo de cuidado com a família. Ele foi um exemplo de marido fiel a sua esposa. Meu pai amava minha mãe e os filhos sabiam disso. Ele foi um exemplo na oração. Ele foi um exemplo no amor a Bíblia. Aprendi a orar com meu pai. Estive com ele nas suas últimas horas de vida, vitimado por um enfarte do miocárdio. Suas últimas palavras para mim foram: “Filho, me perdoe pelas vezes que fui muito severo com você”. Dei um beijo na sua face e lhe disse: “Pai, se meu filho pensar de mim um terço do que penso do senhor, minha vida valeu a pena”. 

Horas depois ele partiu. As marcas que meu pai deixou em mim são aquelas que eu quero deixar na vida de meu filho. Meu pai era um homem de Deus. Assim desejo ser lembrado por meu filho. Deus é bom! Sempre.



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